terça-feira, 29 de agosto de 2017

O Disco Uunartoq


Navegar no mar nos tempos antigos era extremamente complicado. Se você queria ir, digamos, da Europa para as Américas, tinha grandes chances de chegar em Madagascar, já que a água parece a mesma em todas as direções lá fora.

Os cientistas então ficaram intrigados para entender como os Vikings eram consistentemente capazes de viajar em uma linha completamente reta da Noruega à Groenlândia e de volta, o que equivale a cerca de 2.500 quilômetros, enquanto o resto do mundo remava em círculos, orgulhosos demais para pedir às sereias por direções. Então, em 1948, eles encontraram um antigo artefato Viking em um convento do século 11, e concluíram que era uma bússola chocantemente avançada.


Antes de bússolas magnéticas, antigos marinheiros tinham que encontrar o seu caminho usando relógios de sol. Como você pode imaginar, à noite ou até mesmo em um dia nublado eles não eram nada úteis. A bússola Viking, conhecida como disco Uunartoq, além de ser um relógio de sol incrivelmente sofisticado, com vários graus de sombra para localizar os pontos cardeais, possuía o que os registros medievais referem-se como sendo um cristal “mágico”, que lhe permitia funcionar mesmo quando o sol não estava disponível.

Sim, colocamos “mágico” entre aspas sarcásticas porque a ciência não tinha uma boa explicação para o cristal na época, mas hoje os pesquisadores acreditam que um certo tipo de cristal colocado no dispositivo poderia de fato ter criado um padrão no disco quando exposto mesmo à luz fraca, e esse padrão poderia ter ajudado os Vikings a encontrar o seu caminho.

Os pesquisadores fizeram um teste e descobriram que o disco funcionava com menos de 4 graus de erro, o que é comparável a bússolas modernas. Isso porque nem sequer sabemos tudo sobre esse dispositivo, uma vez que recuperamos apenas metade dele.

Fonte: Hypecience

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