terça-feira, 22 de agosto de 2017

NOMA - A Doença Que Aterroriza a África



“Cancrum Oris” ou simplesmente NOMA é encontrado quase que exclusivamente em crianças desnutridas nos países mais pobres do mundo, tais como a Nigéria e Etiópia. A NOMA atinge em especial crianças entre os 2 aos 6 anos de idade, que se encontram debilitadas e mal nutridas, principalmente em países subdesenvolvidos, tais como alguns países do continente africano, e hoje, chegando América do Sul.

Têm sido descritos também raros casos de NOMA em adultos severamente imunodeficientes, como portadores da AIDS, mielopatia ou que estão sendo submetidos a um tratamento imunossupressor.


Acredita-se que os principais agentes etiológicos envolvidos na noma são as bactérias oportunistas Fusobacterium necrophorum e Prevotella intermedia, que podem interagir com outras bactérias, tais como a Borrelia vincentii, Porphyromonas gingivalis, Tannerella forsynthesis, Treponema denticola, Staphylococcus aureus e Strepto-coccus spp.


Além da má nutrição, outros fatores predispõem o surgimento desta patologia, como:

*Higiene oral inadequada;

*Saneamento básico ineficiente;

*Água não potável;

*Ocorrência recente de outra doença;

*Distúrbio de imunodeficiência, como, por exemplo, a AIDS.

Esta doença foi observada em campos de concentração de nazistas, durante a Segunda Guerra Mundial e foi estudada pelo médico nazista Josef Mengele. Nos dias de hoje esta doença praticamente não é mais encontrada, com exceção de casos relacionados a condições imunossupressoras.


Diferentemente de outros tipos de infecção, esta é capaz de atravessar barreiras anatômicas, como a musculatura, de forma que há o desenvolvimento de úlceras nas membranas mucosas da boca, com rápido e indolor comprometimento dos tecidos da face, incluindo os ossos. Também pode haver o comprometimento dos órgãos genitais, recebendo, nesse caso, o nome de NOMA PUDENDI.

A doença está relacionada com alta morbidade e alta mortalidade, sendo que entre 80% a 90% dos indivíduos afetados pela NOMA morrem em decorrência da doença, porém para aquelas que sobrevivem, resta à trágica situação de passar o resto dos seus dias com desfigurações tão grotescas a ponto de serem rejeitadas por suas sociedades.


A evolução da afecção deve ser freada com o uso de antibióticos, em associação com a melhoria da nutrição. Todavia, a deformação que causa é permanente e pode ser necessário realizar cirurgia plástica reconstrutiva para reparar os danos. Esta última deve ser adiada até a recuperação  completa do paciente, que tipicamente se dá após um ano do início do tratamento.

A prevenção desta doença é feita através da melhoria da higiene oral e da nutrição.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que mais de 500 mil crianças são vítimas do NOMA na África.

O que mais choca nisso tudo, acredite, não são as deformações, mas sim que este mal devastador, pode ser prevenido apenas com uma alimentação saudável e higiene bucal.

Fonte do texto: Itapetininga Agora

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