quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

A Verdadeira História do Natal

No século 2, os romanos celebram a chegada do deus persa Mitra

Se você ouvir a pergunta "o que se comemora no Natal?", a maioria das pessoas deve responder "o nascimento de Jesus". Contudo, a verdadeira história do espírito natalino já existe há pelo menos 7 mil anos antes da chegada do menino nazareno ao mundo. 



Trata-se de uma homenagem à data de "nascimento" do deus persa Mitra, que representa a luz e, ao longo do século tornou-se uma das divindades mais respeitadas entre os romanos.  Qualquer semelhança com o feriado cristão, no entanto, não é mera coincidência.


A história do Natal começa, na verdade, pelo menos 7 mil anos antes do nascimento de Jesus. É tão antiga quanto a civilização e tem um motivo bem prático: celebrar o solstício de inverno, a noite mais longa do ano no hemisfério norte, que acontece no final de dezembro. Dessa madrugada em diante, o sol fica cada vez mais tempo no céu, até o auge do verão. É o ponto de virada das trevas para luz: o "renascimento" do Sol. Num tempo em que o homem deixava de ser um caçador errante e começava a dominar a agricultura, a volta dos dias mais longos significava a certeza de colheitas no ano seguinte. E então era só festa. Na Mesopotâmia, a celebração durava 12 dias. Já os gregos aproveitavam o solstício para cultuar Dionísio, o deus do vinho e da vida mansa, enquanto os egípcios relembravam a passagem do deus Osíris para o mundo dos mortos.

Na China, as homenagens eram (e ainda são) para o símbolo do yin-yang, que representa a harmonia da natureza. Até povos antigos da Grã-Bretanha, mais primitivos que seus contemporâneos do Oriente, comemoravam: o forrobodó era em volta de Stonehenge, monumento que começou a ser erguido em 3100 a.C. para marcar a trajetória do Sol ao longo do ano.

A comemoração em Roma, então, era só mais um reflexo de tudo isso. Cultuar Mitra, o deus da luz, no 25 de dezembro era nada mais do que festejar o velho solstício de inverno - pelo calendário atual, diferente daquele dos romanos, o fenômeno na verdade acontece no dia 20 ou 21, dependendo do ano. Seja como for, esse culto é o que daria origem ao nosso Natal. Ele chegou à Europa lá pelo século 4 a.C., quando Alexandre, o Grande, conquistou o Oriente Médio. Centenas de anos depois, soldados romanos viraram devotos da divindade. E ela foi parar no centro do Império.

Mitra, então, ganhou uma celebração exclusiva: o Festival do Sol Invicto. Esse evento passou a fechar outra farra dedicada ao solstício. Era a Saturnália, que durava uma semana e servia para homenagear Saturno, senhor da agricultura. "O ponto inicial dessa comemoração eram os sacrifícios ao deus. Enquanto isso, dentro das casas, todos se felicitavam, comiam e trocavam presentes", dizem os historiadores Mary Beard e John North no livro Religions of Rome ("Religiões de Roma", sem tradução para o português). Os mais animados se entregavam a orgias - mas isso os romanos faziam o tempo todo. Bom, enquanto isso, uma religião nanica que não dava bola para essas coisas e que futuramente se tornaria a maior do mundo crescia em Roma: o Cristianismo.

5 comentários:

  1. Cara, eu juro, que ESSE foi o pior blog que eu li na minha vida. Eu fui ateh a pagina onze ou treze no maximo esperando algo diferente, mas, alem de ser cliche e com muitos erros de traduçao, copia de outros blogs muitas coisas infundadas e sem referencia, me decepcionei com o seu blog. Gostaria de ter meu tempo perdido nesse blog, mas enfim. Foda-sr

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    1. Você com suas criticas infundadas e ofensas sem sombra de dúvidas é um espírito sem luz ...

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  2. Nossa, considerando a forma como você escreve, o seu blog, se você tiver um, deve ser muito bom. Eu gostaria de conhecer.

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  3. Parabéns pelo seu blog Michael. É muito esclarecedor ....

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