sexta-feira, 11 de abril de 2014

Contos de fadas extremamente bizarros


Nós estamos condicionados a pensar em contos de fadas como histórias que envolvem uma princesa, uma bruxa, algum animal ou objeto falante, um príncipe, um baile e/ou dança da princesa com o príncipe, algum feitiço e, claro, o tão esperado “e viveram felizes para sempre”. Alguns contos de fadas, porém, são um pouco diferentes do modelo acima e, talvez por isso, praticamente desconhecidos. Confira a seguir algumas histórias muito mais macabras do que o feitiço da Fera ou o sofrimento da Cinderela.

1 – O rato, o pássaro e a salsicha


Era uma vez um rato, um pássaro e uma salsicha. Os três eram superamigos e moravam juntos em uma pequena casinha na floresta. Como qualquer pessoa que divida uma casa com alguém, cada um tinha uma tarefa para fazer.

O pássaro devia sair e recolher madeira. O rato era o responsável por carregar água e acender o fogo, enquanto a salsicha cozinhava. Até aí, tudo bem, tudo ótimo, e a paz reinava no lar dessa estranha família feliz.

Num belo dia, porém, o pássaro encontrou um amigo enquanto caminhava pela floresta à procura de lenha. O tal amigo começou a provocar o passarinho e a dizer que ele estava sendo bobo por fazer o serviço mais pesado, já que o rato e a salsicha ficavam em casa “sem fazer nada”. Cabeça oca, o passarinho caiu na lábia do tal amigo e decidiu abandonar seu trabalho.


Quando voltou para casa, o pássaro disse ao rato e à salsicha que não iria mais trabalhar como escravo para eles, que, se eles quisessem madeira, que fossem buscar na floresta. O rato e a salsicha ficaram surpresos, mas acabaram concordando em trocar suas funções.

Já no outro dia a salsicha saiu para buscar lenha. O tempo passou e ela não voltava nunca. O pássaro saiu nervoso à procura da amiga quando encontrou um cachorro com uma salsicha em sua boca. O passarinho implorou para que o cão não comesse a salsicha, mas o cachorro não deu ouvidos à ave, alegando que a salsicha já estava morta.

O pássaro voltou para casa e descobriu que o rato, que nunca foi um grande especialista em cozinhar, acabou caindo dentro da panela onde preparava o almoço e morreu. Desesperado, o pássaro espalhou madeira por todos os cantos da casa, incendiou o local e, claro, morreu também. E todos viveram felizes para sempre. No céu. Fim.

2 – Os três cirurgiões do exército


Tudo começou quando três grandes médicos, muito vaidosos por sinal, se autonomearam os melhores do mundo. Os amigos começaram então a viajar na tentativa de ficarem cada vez mais conhecidos e aclamados. Depois de viajarem por bastante tempo, eles eventualmente fizeram uma parada em uma pousada.

O responsável pelo estabelecimento pediu para que os três provassem que eram os melhores médicos do mundo, caso contrário, eles não poderiam se hospedar em sua pousada. Espertos e com uma boa carta na manga, eles concordaram com o homem e resolveram mostrar o quão incríveis eram.

O primeiro cirurgião cortou a própria mão fora; o segundo, o seu coração; e o terceiro arrancou os próprios olhos. Segundo eles, tudo seria recolocado na manhã seguinte. O que o dono da pousada não sabia era que os cirurgiões tinham uma arma secreta: uma espécie de cola mágica que reconstituía as partes do corpo que estavam arrancadas.

 Mas eles não esperavam, mesmo, era que uma das funcionárias da pensão, que ficou responsável por cuidar dos olhos, da mão e do coração, acabaria se distraindo de sua função quando o namorado dela apareceu para dizer "oi", trocar uns beijinhos e tal e coisa. Nesse momento de distração, a funcionária não percebeu que um gato esfomeado simplesmente devorou as partes dos corpos dos médicos.


Quando a moça descobriu o que tinha acontecido, entrou em pânico e seu namorado resolveu ajudá-la. O homem cortou a mão de um ladrão que ele havia recentemente prendido. Em seguida, arrancou o coração de um porco e os olhos de um gato. Pronto. Isso deveria servir.

No dia seguinte, os três cirurgiões magicamente reconstituíram seus corpos e foram embora. No meio do caminho, porém, o primeiro médico começou a roubar dinheiro de estranhos; o segundo começou a rolar na lama; e o terceiro não conseguia dormir à noite e começou a enxergar ratos correndo por todos os cantos.

Percebendo que havia, definitivamente, algo muito errado, os três voltaram para a pousada e exigiram receber de volta as partes originais de seus corpos. A essa altura, a funcionária havia fugido com seu namorado e ninguém mais sabia o paradeiro dos pedaços dos médicos. Como vingança, os cirurgiões exigiram todo o dinheiro do dono da pousada, como forma de recompensa pelo prejuízo. E todos viveram estranhos para sempre. The end.

3 – O herdeiro encantado


Esta história russa conta a saga de um comerciante que deixou suas três filhas em casa quando precisou fazer uma viagem de negócios. Ele prometeu a elas que traria presentes exóticos. As primeiras duas filhas pediram novos casacos, enquanto a filha mais nova fez um desenho de uma flor e entregou ao pai.

Em suas viagens, o homem comprou os casacos, mas não conseguia achar de forma alguma uma flor parecida com a que a filha havia desenhado. Até que, quando já estava perto de casa, ele avistou um castelo com muitas dessas flores em volta.

Empolgado, o homem foi colher uma flor, mas foi surpreendido por uma cobra monstruosa que apareceu diante dele. O comerciante implorou por piedade e só foi libertado depois de prometer que faria da filha mais nova a esposa da cobra.


Quando voltou para casa, a filha mais jovem foi a primeira a ver o pai e voluntariamente foi ao castelo com ele. Durante o dia, a construção estava totalmente vazia, mas a cobra aparecia ao final de todas as tardes. O primeiro pedido do animal foi o de que a cama da menina fosse colocada para fora de seu quarto, depois, ao lado de sua cama e, finalmente, ela deveria dormir ao lado do animal.

A cobra se apaixonou pela garota profundamente e, vendo que ela sentia falta de sua família, permitiu que ela fosse visitar seu pai e suas irmãs com a condição de que voltasse para casa ao final do dia. Quando a garota chegou em casa, suas irmãs sentiram inveja da felicidade da mais nova e a forçaram a ficar lá, fingindo choro com a ajuda de cebolas, que elas esfregavam em seus olhos. Quando retornou ao castelo, a garota encontrou não a cobra, mas um príncipe muito bonito, morto de tristeza. Fim.

4 – O buraco


sse conto é a respeito de uma viúva e suas duas filhas. Sua filha biológica era feia e preguiçosa; a outra, sua enteada, era linda e gentil. O que você acha que aconteceu com a menina “do bem”? Foi explorada pela madrasta, é claro. A pobrezinha costurava dia e noite até seus dedos sangrarem.

Um dia a enteada derrubou sua agulha em um poço. Nessa situação o que você faria? Pediria outra agulha à madrasta? Pegaria uma agulha escondido para não ouvir sermão? Pularia no poço? A mocinha da história escolheu a terceira opção e, depois da queda, acordou em um lugar bonito e ensolarado.

Andando pela terra nova e desconhecida, nossa mistura de Cinderela com Alice encontrou um forno cheio de pães assando. Ela viu que os alimentos precisavam ser retirados logo, caso contrário, ficariam queimados – e assim o fez. Ao lado do forno havia uma árvore de maçã, com frutos suculentos.


Perto dali, a garota encontrou a casa da Mãe Buraco, uma senhora de idade que pediu para que ela fizesse faxina. A garota fez tudo o que a senhora a pedia e, conforme cumpria cada tarefa, era coberta de ouro e, quando já tinha ouro o suficiente, voltou ao mundo real.

A madrasta, encantada com o que havia acontecido com a jovem, jogou a filha biológica no poço com a esperança de que ela também voltaria coberta de ouro. Chegando à terra misteriosa a menina se deparou com o forno e com a árvore de maçãs. Chegou à casa da senhora e se recusou a prestar qualquer tipo de ajuda.

Ela foi convidada a se retirar e, decepcionada com a preguiça da garota, Mãe Buraco a cobriu com um material superquente e grudento, que ficou preso ao corpo da menina por toda a sua vida.

5 – A caveira cantante


Tudo começou com a presença de um gigante javali que tocava o terror em um pobre reino, destruindo construções e afastando visitantes e moradores. Desesperado, o rei ofereceu sua única filha como recompensa a quem conseguisse matar o monstro.

Logo em seguida dois irmãos se voluntariaram a fazer o serviço: o mais novo não tinha orgulho e ao outro faltava gentileza. Para aumentar as chances de capturar o animal, os dois se dividiram na floresta e seguiram caminhos contrários. No meio da busca, o irmão mais jovem encontrou um gnomo, que sentiu que ele tinha um bom coração e resolveu presenteá-lo com uma lança mágica, para que ele pudesse achar e matar o javali.

O jovem acabou encontrando o animal procurado e, com a ajuda de sua arma, dividiu o coração da besta em duas partes. Voltando ao castelo e carregando o corpo da besta, o garoto encontrou seu irmão bebendo em uma taverna. O irmão mais velho, ao perceber que o mais novo havia vencido o desafio, ofereceu a ele uma taça de vinho para celebrar.


Assim que o irmão mais novo ficou bêbado, o mais velho o matou e o enterrou abaixo de uma ponte. Em seguida, levou o javali ao rei e exigiu a princesa em troca. Ele afirmou a todos que o irmão havia sido cortado em pedacinhos pela besta.

O assassino e sua esposa viveram felizes por muito tempo até que um pastor encontrou uma caveira embaixo de uma ponte e resolveu usar uma parte do material para incrementar um berrante que ele estava fazendo. Logicamente, os ossos eram do irmão mais novo do agora príncipe do reino.

Quando o pastor soprou o berrante, uma música sombria a respeito de assassinato começou a ser ouvida. Assustado, o homem levou seu instrumento bizarro ao rei, que foi até a ponte e desenterrou os ossos do irmão traído. Como punição, o príncipe foi amarrado em um saco e jogado ao mar para morrer afogado.

Fonte: Megacurioso

Um comentário:

  1. criar uma organização para cacar e matar todos os macons

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