sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Desmascarando a Bíblia (Final)

Leia as partes anteriores clicando nos links abaixo:


8 - A filosofia de Cristo

Milhões afirmam que a filosofia de Cristo é perfeita — que ele foi o mais sábio que já pregou.

Vejamos: “não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra”. (cf. Mateus 5:39)

Há alguma filosofia, alguma sabedoria nisso? Cristo retira da bondade, da virtude, da verdade o direito à autodefesa. O vício toma conta do mundo e os bons tornam-se vítimas dos infames.

Nenhum homem tem o direito de proteger-se, de proteger sua propriedade, sua família ou seus filhos. Governar torna-se impossível e o mundo está à mercê dos criminosos. Há algo mais absurdo que isso?
“Amai a vossos inimigos”. (cf. Lucas 6:27)

Isso é possível? Será que algum ser humano já amou seus inimigos? Será que Cristo os amava quando os denunciou como sepulcros caiados, hipócritas e víboras? (cf. Mateus: 23:27)

Não somos capazes de amar aqueles que nos odeiam. Ódio no coração dos outros não faz florescer amor no nosso. Não resistir ao mal é absurdo; amar inimigos é impossível.



“Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã”. (cf. Mateus 6:34)

A ideia é a de que Deus tomaria conta de nós assim como tomou das aves e dos lírios. Há o menor sentido nesta crença?

Deus toma conta de alguém?

Será que podemos viver sem nos preocuparmos com o amanhã? Arar, semear, cultivar, colher: isso é preocupar-se com o amanhã. Nós planejamos e trabalhamos para o futuro, para nossos filhos, para as gerações vindouras. Sem premeditação não poderia haver progresso nem civilização. O mundo retornaria às cavernas e à selvageria.

“se a tua mão te escandaliza, corta-a (…) se o teu olho te escandaliza, lança-o fora”. (cf. Marcos 9:43 e 47)
Por que? Porque é melhor “entrar no reino de Deus com um só olho, do que, tendo dois olhos, ser lançado no inferno”.

Há alguma sabedoria em arrancar olhos ou decepar mãos? Será possível extrair o menor grão de bom senso desses dizeres extravagantes?

“de maneira nenhuma jureis; nem pelo céu, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei”. (cf. Mateus 5:34-35)
Aqui encontramos os conhecimentos de Cristo sobre astronomia e geologia. O céu é o trono de Deus, o monarca; a Terra é seu escabelo. Um escabelo que está numa rotação de mil milhas por hora e que viaja pelo espaço a mais de mil milhas por minuto.

Onde Cristo pensou que o céu estava? Por que Jerusalém é uma cidade sagrada? Será porque seus habitantes eram ignorantes, rústicos e supersticiosos?
“…ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa” (cf. Mateus 5:40)
Há alguma filosofia, algum bom senso neste mandamento? Isso é tão lógico quanto dizer: “Se um homem te processar e ganhar cem mil, dê a ele duzentos mil”.
Só um maluco seguiria esse conselho.

“Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra”. (cf. Mateus 10:34-35)

Se isso é verdade, quão melhor não seria se ele nunca tivesse existido.

Como é possível que o mesmo indivíduo que disse “não resistais ao homem mau” tenha vindo trazer a espada? Como é possível que o mesmo indivíduo que disse “Amai a vossos inimigos” tenha vindo para destruir a paz do mundo?

E colocar pai contra filho e mãe contra filha — ó, que missão gloriosa!

De fato ele trouxe uma espada, a qual por milhares de anos permaneceu embebida em sangue inocente. Em milhões de corações ele semeou o ódio e a vingança. Dividiu nações e famílias, obscureceu a luz da razão e petrificou os corações dos homens.

“E todo o que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras, por amor do meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna”. (cf. Mateus 19:29)

De acordo com o autor de Mateus, Cristo, o compassivo, o misericordioso, pronunciou essas terríveis palavras. Será possível que Cristo ofereceu a felicidade eterna como uma recompensa a todos que abandonassem seus pais, suas mães, suas esposas e seus filhos? Seremos bem-aventurados nos céus se abandonarmos aqueles que amamos? Precisa-se destruir um lar aqui para que se construa uma mansão lá?
Contudo, diz-se que Cristo é um exemplo para o mundo. Ele abandonou seus pai e sua mãe? Ele disse à sua mãe: “Mulher, que tenho eu contigo?”. (cf. João 2:4)

Os fariseus disseram a Cristo: “É lícito pagar tributo a César, ou não?”. (cf. Mateus 22)

Cristo disse: “Mostrai-me a moeda do tributo”.

“E eles lhe apresentaram um denário”.

Perguntou-lhes Cristo: “De quem é esta imagem e inscrição?”.

Responderam: “De César”.

E Cristo disse: “Dai, pois, a César o que é de César”.

Cristo pensou que o dinheiro pertencia a César porque sua imagem e sobrescrição estavam estampadas nele? O denário pertence a César ou ao homem que trabalhou por ele? César tinha o direto de requisitá-lo apenas porque estava adornado com sua imagem?

Essa conversa faz parecer que Cristo realmente compreendia a verdadeira natureza e utilidade do dinheiro?
Será que agora podemos dizer que Cristo foi o maior dos filósofos?


9 - Cristo é o nosso exemplo?

Ele nunca pronunciou uma palavra em favor da educação. Nunca sequer mencionou a existência de qualquer ciência. Nunca disse algo em favor da indústria, da economia, de qualquer esforço que visasse melhorar as condições do mundo. Era inimigo dos bem-sucedidos, dos ricos. O homem rico foi enviado ao inferno não porque era mau, mas porque era rico. Lázaro foi enviado ao céu não porque era bom, mas porque era pobre. (cf. Lucas 16)

Cristo não se importava com pintura, escultura ou música — não dava importância à arte. Não disse nada sobre os deveres das nações uma para com as outras, dos reis para com seus súditos; nada sobre os direitos humanos; nada sobre a liberdade de pensamento e expressão. Não disse nada sobre a santidade do lar; nada em favor do casamento; nada em honra da maternidade.

Nunca se casou. Viveu perambulando de um lugar a outro acompanhado de uns poucos discípulos. Nenhum deles parece ter-se empenhado em qualquer trabalho produtivo; provavelmente viviam de esmolas.

Todas amarras afetivas eram tratadas com desprezo; este mundo era sacrificado em nome do próximo; todo labor era desencorajado. Deus nos ajudaria e protegeria.

Finalmente, nos seus últimos momentos de vida, Cristo, pensando estar errado, gritou: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”. (cf. Salmos 22:1)

Descobrimos que o homem é o responsável por si próprio. Ele precisa construir uma casa; precisa cultivar a terra; precisa arar e semear; precisa inventar; precisa trabalhar com a mão e com a mente; precisa superar suas dificuldades e seus obstáculos; precisa conquistar e manipular as forças da natureza para com isso utilizá-las em prol do mundo.


10 - Por que deveríamos colocar Cristo no ápice ou acima da raça humana?

Ele era mais bondoso, mais compreensivo, mais autossacrificante que Buda? Era mais sábio ou recebeu a morte com uma calma mais perfeita que Sócrates? Era mais paciente, mais caridoso que Epíteto? Era um filósofo mais grandioso, mais profundo que Epicuro? Em que aspecto era superior a Zoroastro? Era mais suave que Lao tsé? Mais universal que Confúcio? Suas ideias a respeito dos direitos e deveres humanos eram superiores às de Zenão? Expressou maiores verdades que Cícero? Seu intelecto era mais sutil que o de Spinoza? Seu cérebro era comparável ao de Kepler ou Newton? Foi superior em sua morte, foi um mártir mais sublime que Bruno? Sua inteligência, sua força e beleza de expressão, sua amplitude e alcance de pensamento, sua riqueza em ilustração, sua aptidão no comparar, seu conhecimento da mente e coração humanos — de todas paixões, esperanças e medos — eram páreo para Shakespeare?

Se Cristo era de fato Deus, então conhecia todo o futuro. Ante ele abria-se todo o panorama do porvir. Ou seja, sabia perfeitamente como suas palavras seriam interpretadas. Sabia quais crimes, quais horrores, quais infâmias seriam cometidas em seu nome. Sabia que as chamas da perseguição abraçariam incontáveis mártires. Sabia que milhares e milhares de homens e mulheres corajosos definhariam em calabouços sombrios, cheios de dor. Sabia que a Igreja inventaria instrumentos de tortura; que seus representantes utilizariam chicotes, troncos(4), correntes e ecúleos(5). Viu no horizonte do futuro o brilho das chamas dos autos-de-fé(6). Sabia que nasceriam doutrinas de cada texto como fungos deletérios. Viu seitas ignorantes travando guerras umas contra as outras. Viu milhares de homens, sob o comando de padres, construindo prisões para seus semelhantes. Viu o sangue mais nobre e bravo escorrer em milhares de patíbulos(7). Viu os fiéis de sua palavra usando instrumentos de tortura. Ouviu os gemidos, viu as faces empalidecerem em agonia. Ouviu os gritos e gemidos, viu correrem as lágrimas das multidões martirizadas. Sabia que espadas escreveriam comentários sobre suas palavras — para serem lidos à luz de troncos(4). Sabia que a Inquisição nasceria de ensinamentos atribuídos a ele.

Viu as interpolações e falsidades que seriam criadas pela hipocrisia. Viu todas as guerras futuras, e sabia que acima desses campos de morticínio, desses calabouços, dessas torturas, dessas cremações, dessas execuções, estaria hasteada uma bandeira com o símbolo da cruz gotejando sangue.

Sabia que a hipocrisia seria adornada e coroada — que a crueldade e a credulidade governariam o mundo; sabia que a liberdade seria varrida da Terra; sabia que papas e reis usariam seu nome para escravizar os corpos e a alma dos homens; sabia que os descobridores, pensadores e inventores seriam perseguidos e aniquilados; sabia que sua Igreja despojaria o mundo da sagrada luz da razão.

Viu seus discípulos vazando os olhos dos homens, os esfolando vivos, decepando suas línguas, procurando descobrir todos os nervos responsáveis pela dor.

Sabia que em seu nome seus seguidores usariam carne humana como moeda; sabia que, por ouro, berços seriam roubados e seios maternos ficariam sem ter a quem alimentar.

Contudo, morreu com os lábios em silêncio.

Por que não falou nada? Por que não disse isto aos seus discípulos — e através deles ao mundo —: “Tu não queimarás, não prenderás nem torturarás em meu nome. Tu não perseguirás teu próximo”.

Por que não disse claramente: “Eu sou o Filho de Deus” ou “Eu sou Deus”? Por que não explicou a Trindade? Por que não disse que tipo de batismo lhe agradava? Por que não escreveu uma doutrina? Por que não partiu as correntes dos escravos? Por que não disse se o Velho Testamento era ou não inspirado por Deus? Por que não escreveu o Novo Testamento ele próprio? Por que deixou suas palavras ao sabor da ignorância, da hipocrisia e do acaso? Por que não disse algo positivo, definitivo e satisfatório sobre o outro mundo? Por que não transformou a lacrimosa esperança num céu em uma venturosa certeza sobre uma outra vida? Por que não nos disse algo sobre os direitos humanos, sobre a liberdade no agir e no pensar?

Por que se entregou a uma morte infame, deixando no mundo a miséria e a dúvida?

Eu vou dizer o porquê: Jesus era um homem, ele não sabia.


11 - Inspiração

Somente por volta século III afirmou-se ou creu-se que os livros constituintes do Novo Testamento eram inspirados.

Lembremos que havia um grande número de livros, Evangelhos, Epístolas e Atos, e que homens “não inspirados” selecionaram quais deles eram “inspirados”.

Entre os “Pais” havia grandes divergências de opinião quanto aos livros realmente inspirados; muita discussão e muito ódio. Vários dos livros atualmente considerados espúrios eram julgados divinos por muitos dos “Pais”; alguns dos que atualmente são considerados inspirados eram tidos como espúrios. Muitos dos primeiros cristãos e alguns dos “Pais” repudiaram o Evangelho de João, a Epístola dos Hebreus, de Judas, de Tiago, de Pedro e a Revelação S. João. Por outro lado, muitos deles consideravam o Evangelho dos Hebreus, dos Egípcios, a Pregação de Pedro, o Pastor de Hermas, a Epístola de Barnabé, a Revelação de Pedro, a Revelação de Paulo, a Epístola de Clemente, o Evangelho de Nicodemos, como autênticos livros inspirados.

Dentre esses livros, e muitos outros, os cristãos selecionaram os inspirados.

Os homens que fizeram a seleção eram ignorantes e supersticiosos. Acreditavam firmemente em milagres. Pensavam que doenças tinham sido curadas pelos aventais e lenços dos apóstolos, pelos ossos dos mortos. Acreditavam na fábula da Fênix e também que a hienas mudavam de sexo anualmente.

Os homens que, ao longo de muitos séculos, fizeram a seleção estavam inspirados? Aqueles homens — ignorantes, crédulos, estúpidos e maliciosos — eram tão bem qualificados para julgar a “inspiração” quanto os estudiosos de nosso tempo? O que nos prende à opinião deles? Não temos o direito de julgar nós mesmos?

Erasmo, um dos líderes da Reforma, declarou que a Epístola dos Hebreus não havia sido escrita por Paulo, negou a inspiração da Segunda e Terceira de João e também a da Revelação. Lutero tinha a mesma opinião. Declarou que Tiago era uma epístola sem valor e negou a inspiração da Revelação. Zwingli rejeitou o livro da Revelação e mesmo Calvino negou que Paulo era o autor de Hebreus.

A verdade é que os protestantes só entraram em acordo quanto à inspiração dos livros em 1647, na Assembleia de Westminster.

Para provar que um livro é inspirado é preciso provar a existência de Deus. Também é necessário provar que este Deus pensa, age, tem objetivos, finalidades e alvos. Fazê-lo é um pouco difícil.

É impossível conceber a ideia de um ser infinito. Não tendo a concepção de um ser infinito, é impossível dizer se todos fatos que conhecemos tendem a provar ou refutar a existência de tal ser.

Deus é uma suposição. Mas mesmo admitindo-se a existência de Deus, como poderíamos provar que ele inspirou os escritores dos livros da Bíblia?

Como um homem pode estabelecer a inspiração de outro? Como um homem inspirado pode provar que está inspirado? Como ele próprio sabe que está inspirado?

É impossível provar o fato de se estar inspirado. A única evidência que possuímos é a palavra de um homem.

O que é inspiração? Deus usa homens como instrumentos? Fez com que escrevessem seus pensamentos? Tomou posse de suas mentes e suprimiu suas vontades?

Esses escritores estavam apenas parcialmente controlados, daí seus equívocos, sua ignorância e seus preconceitos estarem misturados com a sabedoria de Deus?

Como podemos distinguir os erros do homem dos pensamentos de Deus? Podemos fazê-lo sem estarmos inspirados? Se os autores originais estavam inspirados, então os tradutores também deveriam estar, assim como os intérpretes da Bíblia.

Como é possível a um ser humano ter consciência de que está inspirado por um ser infinito? Mas de uma coisa podemos ter certeza: um livro inspirado certamente deve ser superior a quaisquer outros livros produzidos por homens não inspirados. Deve, acima de tudo, ser verdadeiro, repleto de sabedoria, prosperidade e beleza — deve ser perfeito.

Os ministros perguntam-se como posso ser pervertido o suficiente para atacar a Bíblia.

Bem, vou responder: este livro, a Bíblia, perseguiu — às vezes até a morte — os melhores e mais sábios dentre os homens. Este livro atravancou e paralisou o progresso da raça humana. Este livro envenenou as fontes do conhecimento e descaminhou as energias do homem.

Este livro é inimigo da liberdade — apoia a escravidão. Este livrou semeou o ódio em famílias e nações, alimentou as chamas da guerra e empobreceu o mundo. Este livro é o sustentáculo dos reis e tiranos — o escravizador de mulheres e crianças. Este livro corrompeu parlamentos e cortes. Este livro fez com que faculdades e universidades ensinassem erros e odiassem a ciência. Este livro encheu a cristandade de seitas odiosas, cruéis, ignorantes e autoritárias. Este livro ensinou o homem a matar seus semelhantes em nome de Deus. Este livro fundamentou a Inquisição, inventou instrumentos de tortura, construiu calabouços nos quais homens bondosos apodreciam, forjou as correntes que se enferrujaram envolvendo seus corpos e erigiu os patíbulos nos quais foram mortos. Este livro colocou os justos em troncos(4). Este livro despojou a razão da mente de milhões e encheu os asilos de malucos.

Este livro fez com que pais e mães derramassem o sangue de seus bebês. Este livro era o tablado sobre o qual as mães escravas ficavam durante os leilões que as separariam de suas crianças. Este livro rendeu muito aos vendedores de escravos e transformou carne humana em mercadoria. Este livro acendeu as chamas que consumiram as “bruxas” e “feiticeiras”. Este livro transformou a escuridão na morada de fantasmas e os corpos de homens e mulheres na morada de demônios. Este livro poluiu as almas dos homens com o infame dogma da danação eterna. Este livro transformou a credulidade na maior das virtudes e a investigação no maior dos crimes. Este livro encheu nações de eremitas, monges e freiras — de gente fanática e inútil. Este livro colocou os santos ignorantes e imundos acima dos filósofos e filantropos. Este livro ensinou o homem a desprezar as alegrias desta vida para poder ser feliz na outra — a desperdiçar este mundo em nome do próximo.
Ataco este livro porque é um inimigo da liberdade humana — a maior travanca no progresso da humanidade.
Senhores ministros, me permitam fazer-lhes uma pergunta: como vocês podem ser pervertidos o suficiente para defenderem este livro?


12 - A verdadeira Bíblia

Por milhares de anos o homem vem escrevendo a verdadeira Bíblia — está sendo escrita dia a dia, e nunca será terminada enquanto o homem tiver vida.

Todos os fatos que conhecemos — os eventos verdadeiramente ocorridos; todas as descobertas e invenções; todas as maravilhosas máquinas cujas engrenagens parecem ter vida própria; todos os poemas; todas as joias do intelecto; todas as flores do coração; todas as canções de amor — as tristes e as alegres; os grandes dramas da imaginação; as admiráveis pinturas — verdadeiros milagres da forma e da cor, da luz e da sombra; as maravilhosas esculturas que parecem respirar; os segredos contados pelas rochas e pelas estrelas, pelo pó e pelas flores, pela chuva e pela neve, pelo frio e pelo fogo, pelas correntes de ar e pela areia do deserto, pela altura das montanhas e pelas ondas do mar.

Toda a sabedoria que prolonga e enobrece a vida, que previne e cura doenças, que conquista a dor; todas as leis perfeitas e justas que guiam e modelam nossas vidas; todos os pensamentos que alimentam as chamas do amor; a música que transfigura, arrebata e enfeitiça; as vitórias do coração e da mente; os milagres que mãos construíram; as sábias e hábeis mãos daqueles que trabalharam por suas esposas e filhos; as histórias sobre feitos nobres, sobre homens bravos e produtivos, sobre o amor de esposas leais, sobre o amor incondicional das mães, sobre os conflitos em nome da justiça, sobre os sacrifícios em nome da verdade, sobre tudo de melhor que os homens e mulheres do mundo disseram, pensaram e fizeram através dos anos.
Estes tesouros do coração e do intelecto são as verdadeiras Sagradas Escrituras da raça humana.

6 comentários:

  1. Maravilhoso.Esse livro de Robert é perfeito.

    ResponderExcluir
  2. Felizes são os ignorantes...
    Parabéns para você que idolatra um vagabundo de dois mil anos atrás, depois se pergunta porque os alemães fizeram tudo aquilo com os judeus, os malditos cristão condenam as outras religiões do mundo, porque afinal... Jesus é o único caminho.
    São coisas como essas que me fazem querer que esse mundo pare de girar...

    ResponderExcluir
  3. Ser ateu para alguns e sinonimo d inteligencia porem existem as artes estrategicas q envolvem principios q so podem ser conhecidos a base da pratica. E um dom quase vc conhecer a filosofia a psicologia e a fisica. Nao adianta nada ter olhos e nao enxergar oq se revela em oculto, uso mto iso emm truqes magicos d alta complexidade, mas te falo homens sao reconhecidos pelas merdas q fam dia apos dia por outros homens mais burros. E o motivo do primeiro e a influencia moral. Para confirmar isso torne se por alguns dias uum antropologo e leia a arte da guerra. Porem nesmo eu nao frequentando uma igreja t falo se vc nao ve ou nao sente e pior escreve essa merda e um sinal d tentar chamar a atençao dele para sentir. Vc quer sentir,vc quer sua sabedoria. Mas lembre se as crianças peqenas fazem a mesma coisa q vc, e oq elas conseguem e apenas um castigo.

    ResponderExcluir
  4. Quanto mais leio a biblia, mais me sinto impotente perante as igrejas, tamanha a teia de aranha que fizeram pra limitar o poder de ação do povo...
    Como podem acreditar em tanta contradição???
    Parabens pelos textos...excelentes!!!

    ResponderExcluir
  5. Cada um tem o direito de crer e de descrer conforme melhor lhe pareça, mas peço que notem que o autor do texto, que tanto defende a verdade e a liberdade de pensamento, também não hesita em manipular informações para dar peso a seus argumentos, distorcendo o sentido de muitas coisas e citando apenas a parte que lhe interessa, omitindo o restante. No episódio do denário, a fala completa de Jesus não foi apenas "dai a César o que é de César": foi "dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus", o que claramente significa que podia-se pagar o tributo a César e reconhecer seu poder, mas sem endeusá-lo como muitos faziam, pois adoração somente é devida a Deus. Disso se compreende, ainda, que o poder temporal pode pertencer aos governantes deste mundo, mas o poder espiritual somente emana de Deus. Tenho certeza de que o autor do texto entendeu tudo isso - só fingiu que não, para não ter que admitir que Jesus tenha dito uma frase sábia.

    ResponderExcluir
  6. Nunca vi tanta ignorância juntas , as trevas existe só por um motivo filho , pela falta de luz , vocês diz defender seus direitos seus deveres, seu intelecto,e acusa a Jesus , mais o mesmo não falou sobre as curas e milagres , da perseguição por curar é ajudar pessoas nos dias de sábados que deve você saber que é uma mandamento de Deus , e os fariseus o persegui por fazer o bem, vocês só procuram motivos pra acusar assim como os fariseus, amante do mundo , você é inimigo de Deus, nazista, hipócrita, já ajudou seu próximo , Jesus disse amai o próximo como a ti mêsmo, nem a ti deve si amar e digo mais depois a sua morte Jesus disse pai perdoa os por que não sabem o que fazem,e VC o que fez ? Si não si arrepender descobrirá da pior forma de como é morrer sem Cristo,si existe uma vida melhor do que essa quem é você pra querer tirar a ideia da cabeça dos que crem?você precisa de ajuda somente não o culpo , juga Jesus e defente satanás, aff ...

    ResponderExcluir

Dicas e sugestões serão bem vindas. Fique à vontade para comentar