quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

O acidente que matou o baixista Cliff Burton da Metalica


O Metallica estava no topo do mundo do metal em 1986. Havia acabado de lançar o que pra muitos fãs é o seu melhor trabalho, "Master Of Puppets", e vinha tendo algum êxito comercial pela primeira vez. Mas o segundo semestre reservaria uma das maiores dores, se não a maior, da carreira da banda. A morte do baixista Cliff Burton foi um golpe difícil de ser assimilado por todos os integrantes. Um acidente com o ônibus de viagem da banda, durante a turnê Damage Inc. na Suécia, quase pôs fim à carreira de uma das maiores bandas de thrash metal da história.


"Master Of Puppets" fez com que o Metallica cimentasse sua posição de maior banda de thrash metal do mundo. O terceiro disco da banda foi o seu primeiro por uma grande gravadora, a Elektra Records. O registro captou bem a assinatura de Burton, que ampliou o papel tradicional do baixo como elemento rítmico e melódico, um território geralmente reservado para as guitarras. "Puppets" se tornou o primeiro disco de ouro da banda e vendeu mais de seis milhões de cópias. O Metallica mergulhou em uma turnê extensa para promovê-lo, com muitas datas pela Europa – concertos que seriam os últimos de Burton ao lado da banda.


Na noite de 26 de setembro de 1986, o Metallica viajava pela Suécia, para cumprir a agenda de shows no país. Burton e o guitarrista Kirk Hammett decidiram em um jogo de sorte ou azar quem poderia ter o privilégio de escolher a cama que dormiria, uma vez que eram tempos de pouco luxo e muita ralação. O baixista ganhou a disputa ao selecionar um Ás de Espadas, e escolheu o beliche que Hammett tanto desejava dormir. "Eu disse que tudo bem, dormiria em outra cama, bem mais desconfortável", lembrou o guitarrista no programa da VH1 "Behind The Music".

Nas primeiras horas da manhã de 27 de setembro de 1986, pouco antes das 7 horas, os membros da banda foram acordados abruptamente quando o ônibus começou a deslizar pela pista, de lado a lado, até capotar para o lado onde Burton dormia. Com isso, o baixista foi arremessado pela janela e o ônibus caiu por cima do músico, que na época tinha 24 anos. Foram feitas algumas tentativas frustradas de resgatá-lo debaixo do ônibus ao tentar levantá-lo com um guindaste. Porém, o guindaste teria quebrado, fazendo com o que o ônibus caísse em cima de Burton pela segunda vez. Os membros da banda e curiosos deram relatos diferentes sobre Burton ter morrido logo após o primeiro impacto ou depois do segundo. Infelizmente, o jovem acabou morrendo no local.

James Hetfield disse que voltou à pista para procurar pedaços de gelo que teriam feito o motorista perder o controle, mas não encontrou absolutamente nada que justificasse a perda da direção. O vocalista insinuou que o motorista poderia ter bebido ou usado drogas antes de pegar  a estrada e teria dormido ao volante. Uma investigação livrou o condutor de qualquer delito.

Cliff Burton foi cremado, e suas cinzas foram espalhadas no rancho Maxwell, na Califórnia. A música "Orion" foi tocada na cerimônia, e a frase "Viver é morrer" foi gravada em sua lápide. O ex-guitarrista do Metallica, Dave Mustaine, escreveu a canção "In My Darkest Hour" para sua atual banda, Megadeth, após saber da morte de Burton. O Anthrax dedicou o álbum "Among the Living" ao baixista.

Cliff Burton foi postumamente introduzido no Rock and Roll Hall of Fame em 4 de abril de 2009, como membro oficial do Metallica.

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