quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Qual é o Limite Diário Para o Trabalho?




Chegar cedo e sair tarde do escritório pode elevar a sua moral com o chefe e ajudar na suas perspectivas de carreira, mas pode prejudicá-lo de outra maneira. Pode não ser uma descoberta surpreendente, mas uma nova pesquisa confirmou o que já sabemos na prática: existe uma ligação entre o excesso de trabalho e a redução do bem-estar dos trabalhadores.

A pesquisa constatou que os funcionários que trabalhavam mais de 50 horas em uma semana sofreram um declínio na saúde física e mental. “Observamos essa associação entre o vício em trabalho e a saúde física e o bem-estar mental”, conta a pesquisadora Sarah Asebedo, estudante de doutorado na Kansas State University (EUA).

 “Descobrimos que os ‘workaholics’ – aqueles que trabalham mais de 50 horas por semana – eram mais propensos a ter um reduzido bem-estar físico, medido pela quantidade de refeições puladas. Além disso, encontramos uma relação entre o vício em trabalho e a redução do bem-estar mental, constatada por meio de uma autoavaliação de depressão”.

O problema torna-se ainda mais complicado quando se analisa por que os trabalhadores optam por fazer horas extras. Asebedo e sua equipe de pesquisa de colegas doutorandos, Sonya Britt e Jamie Blue, buscaram descrever por que os trabalhadores trabalham tanto baseando-se na Teoria da Alocação do Tempo, proposta pelo economista estadunidense Gary Becker.

“Esta teoria sugere que, quanto mais dinheiro você ganha, mais propenso você é a trabalhar ainda mais”, explica Asebedo. “O tempo é interpretado como se fosse um bem de mercado e tivesse um custo. Se você não está envolvido em atividades relacionadas com o trabalho, então há um custo que se deve pagar por esse caminho alternativo, no qual você está gastando seu tempo. Mesmo que você entenda as consequências negativas que o vício em trabalho traz, você ainda pode se sentir suscetível a continuar trabalhando porque o custo de não fazê-lo é ainda maior”, completa.

Quando os trabalhadores começam a pensar dessa forma, os pesquisadores descobriram que eles passam a correr o risco de ser vítima dos efeitos negativos para a saúde que as horas extras causam. Para ajudar a minimizar esses sentimentos, os trabalhadores devem entender as limitações do trabalho. Além disso, eles precisam compreender o papel que o trabalho desempenha em suas vidas pessoais, dizem os pesquisadores.


6 dicas para não "perder a cabeça"

Prazos, cobrança, carga horária elevada e outras coisas podem fazer com que você sinta vontade de arremessar sua mesa e mandar seus colegas e seu chefe às favas – o que, sabemos, não é uma boa ideia.

Para ajudar as pessoas a lidar com a raiva antes que façam coisas que resultem em uma demissão ou em um processo (ou ambos), o professor de psiquiatria Joseph Shrand, da Escola de Medicina de Harvard (EUA), reuniu algumas dicas simples:


Reconheça a ira: Existem vários graus de raiva, desde a leve indignação por não ter café na cozinha até a fúria por ter que refazer um trabalho pela décima quarta vez a pedido de um cliente. Se você puder reconhecer o grau da sua raiva (ou da raiva de outras pessoas), terá mais facilidade para lidar com ela;

Fique atento a inveja: Você tem raiva de algum colega porque ele tem um salário melhor? Um cargo mais respeitável? Para diminuir a inveja e, de quebra, a raiva, faça uma lista de coisas que fariam com que outra pessoa quisesse estar no seu lugar;

Perceba suspeitas: Não é impossível que algum colega não apenas queira estar no seu lugar, como também planeje formas de tomá-lo de você – e, se você estiver atento, vai suspeitar da trama. Para evitar esse tipo de problema, procure maneiras de reforçar o trabalho em equipe, de modo que a importância de cada um fique clara;

Transmita paz: Se você quer que as pessoas o tratem bem, um bom passo inicial é tratá-las bem. Seja gentil com os outros, dê atenção a eles – não apenas pelos bons frutos que isso pode trazer pra você (isso seria falso), mas pelo simples fato de que todo mundo (a princípio) deve ser respeitado;

Tenha empatia: Ao lidar com as pessoas, procure entendê-las e se colocar no lugar delas;


Comunique-se com clareza: Se quiser saber por que alguém está nervoso, pergunte. Parece uma dica óbvia, mas muita gente, com receio de levar bronca, tenta adivinhar o que está irritando a outra pessoa, e nem sempre descobre o problema (que, dependendo do caso, poderia ser facilmente resolvido). Se você souber ajudar os outros a lidar com a raiva deles, há grandes chances de que vai se estressar menos.

Fonte: hypescience.com

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