quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Imagens Cerebrais Poderiam Prever Uma Psicose?



Em um estudo recente, cientistas de universidades inglesas descobriram que o uso de algoritmos em ressonâncias magnéticas pode ajudar a prever o surgimento de uma psicose.

Uma das líderes do estudo, Paola Dazzan, afirma que esse “é o primeiro passo para usar as imagens cerebrais na prevenção de pacientes afetados por psicoses”.

Ela comenta que isso seria um ótimo modo de prever como a doença de um paciente vai se desenvolver, ajudando os médicos a recomendar tratamentos e evitar o uso de medicamentos pesados em pacientes com formas mais fracas da doença.

Para quem não sabe, a psicose é uma condição que afeta a mente, modificando o modo como as pessoas pensam, sentem e agem. Algumas vezes pode ser acompanhada de alucinações.

A psicose pode se mostrar de diferentes maneiras, geralmente como parte de outros problemas como esquizofrenia – que afeta 24 milhões no mundo – e transtorno bipolar. Mas até pessoas com Parkinson e abuso de drogas e álcool podem sofrer dos sintomas.

Outro estudo diz que aqueles que usam maconha na juventude podem aumentar drasticamente o risco de desenvolver sintomas psicóticos. E claro, o uso contínuo pode aumentar mais ainda as chances.

Se você ficou assustado, se acalme. Os especialistas dizem que muitos pacientes se recuperam de psicoses com sintomas mínimos. Mas, em alguns casos, o transtorno pode persistir e afetar as funções normais da pessoa. E, até hoje, não existe modo certo de afirmar se uma pessoa que já passou por um episódio de psicose vai sofrer outro.

A equipe de Dazzan trabalhou com 100 pacientes e fez ressonâncias magnéticas quando eles tiveram o primeiro episódio psicótico. Para contrabalancear, foram feitas tomografias em 91 pessoas saudáveis.
Os pacientes foram acompanhados por seis anos, e divididos em grupos entre os que desenvolveram psicoses contínuas, esporádicas e moderadas.

De cada grupo diferente, incluindo o das pessoas “normais”, 28 fizeram ressonâncias magnéticas. Os dados foram usados para treinar um programa de computador baseado em um sistema de reconhecimento das diferentes formas de psicose.

Assim, aqueles que tiveram o primeiro caso foram usados no experimento para prever o desenvolvimento da psicose. De cada dez casos, sete deram certo.

“Apesar de ser um longo caminho até se tornar um processo válido de resultados, em princípio somos capazes de usar ressonâncias do cérebro para identificar pacientes com tendência a desenvolver formas mais ou menos severa de psicose”, comenta Janaina Mourao-Miranda, que trabalhou com Dazzan no estudo.

“Ressonâncias magnéticas podem ser obtidas em dez minutos, então essa técnica deveria fazer parte da rotina de investigação clínica”, finaliza.

Fonte: hypescience.com

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