quinta-feira, 19 de setembro de 2013

A História Dos Testes De Gravidez + Mitos Que Assustam Grávidas


Mesmo sem conhecer os mecanismos direito, os antigos egípcios já sabiam que, de alguma forma, era possível descobrir por meio da urina se uma mulher estava grávida – um vínculo que foi explorado ao longo da história, até chegarmos aos testes precisos e relativamente baratos disponíveis atualmente.

No Egito, é claro que os métodos eram mais “artesanais”: eles jogavam uma amostra da urina da mulher sobre grãos de cevada e de trigo; se os grãos germinassem, isso supostamente seria um indício de gravidez (além disso, acreditava-se que era possível descobrir o sexo do bebê apenas vendo se foi o trigo ou a cevada que germinou).

 Esse tipo de teste, embora impreciso, foi padrão até o começo do século 20, quando se descobriu o vínculo entre gravidez e hormônios. Na década de 1920, o químico Selmar Aschheim e o ginecologista Bernhard Zondek criaram um teste mais preciso, e mais cruel, em que se injetava a urina da mulher em cinco ratos, que seriam dissecados depois de cinco dias. Um inchaço nos ovários dos animais (por conta dos hormônios) indicaria que a mulher estava grávida. Mais tarde, além de ratos, passaram a usar coelhos também.

Não muito tempo mais tarde, o zoologista Lancelot Hogben começou a fazer esse tipo de teste com sapos da espécie Xenopus laevis, típicos de certas regiões do continente africano. Ao contrário dos mamíferos, os sapos não eram sacrificados ao final do teste, e podiam até mesmo ser “reutilizados”.

Durante décadas, o teste de Hogben se tornou padrão, e no fim das contas deu base para a criação de testes mais precisos – e que não envolviam o abuso de animais. 



A Verdade Sobre Cinco Mitos Que Assustam Mulheres Na Gravidez

A história é de Emily Oster, professora assistente de economia da Universidade de Chicago, nos EUA, e autora do livro “EXPECTING BETTER: Why the Conventional Pregnancy Wisdom is Wrong — and What You Really Need to Know” (algo como “Esperando melhor: porque a sabedoria convencional sobre gravidez está errada e o que você realmente precisa saber” em português).

Quando engravidou da sua filha, há três anos, começou a pesquisar dicas sobre gravidez e se assustou. “Eu definitivamente tinha a impressão de que havia muita coisa para se preocupar, mas ninguém parecia ser capaz de concordar sobre estas preocupações. Cada um tem uma opinião diferente”, disse Emily.

 Os livros nem sempre concordam com as opiniões médicas, o médico nem sempre concorda com as recomendações oficiais e a internet nunca concorda com ninguém. Ela comenta que rapidamente percebeu que as recomendações médicas vêm de estudos e que poderia usar o treinamento e estudo em economia e estatística para avaliar o que é falado e entender melhor as “regras” da gravidez.

Algumas descobertas estavam de acordo com o esperado, mas outras foram bem diferentes. Confira alguns mitos selecionados por Emily:

A cafeína é proibida
FALSO. Muitos livros dizem que uma quantidade moderada é aceitável, mas outros proíbem a cafeína em tudo. O grande risco com a cafeína, dizem, é especialmente no início da gravidez, pois pode provocar aborto. Os estudos de Emily fizeram-na descobrir que não havia risco em consumir menos de 200 miligramas de cafeína por dia – cerca de duas xícaras de café. Mas ela encontrou informações que permitiam até quatro xícaras por dia.

O tipo de teste pré-natal depende da sua idade
FALSO. Teste pré-natal é uma decisão complicada para muitas mulheres, obrigando-as a enfrentar as preocupações sobre a criança e os riscos de aborto espontâneo. A recomendação mais comum é que as mulheres com mais de 35 anos façam um teste mais elaborado, tipicamente uma amniocentese ou CVS, para procurar anormalidades genéticas (ambos os testes carregam algum risco de aborto). Já as mulheres com menos de 35 anos geralmente são orientadas a passar por um processo de triagem, que não apresenta qualquer risco, mas oferece menos informações.
A diferença entre exames de acordo com a idade da gestante é baseada no fator de risco para problemas cromossômicos, que aumenta com o tempo. Aos 35 anos, a probabilidade de um problema cromossômico é aproximadamente igual ao risco de aborto a partir da amniocentese.

Ter relações sexuais pode impulsionar o trabalho de parto
FALSO. Embora não haja uma razão química que comprove isso, os dados de ensaios clínicos randomizados não apoiam essa afirmação. Quando os médicos aleatoriamente incentivaram casais a ter relações sexuais no final da gravidez, as mulheres não entraram em trabalho mais rápido do que os casais que não foram incentivados a fazer sexo. Em geral, não houve diferença entre casais que tiveram relações sexuais no final da gravidez e os que não tiveram.

Epidural prolonga o tempo de trabalho de parto
VERDADEIRO. Algumas mulheres reclamam que o tempo de trabalho de parto aumenta em praticamente uma hora com a epidural, enquanto outras dizem que isso não existe. A verdade é que tomar uma epidural prolonga o trabalho em cerca de 15 minutos, de acordo com um estudo de 2011.

Queijo não pasteurizado está proibido
VERDADEIRO. O maior risco relacionado com a alimentação na gravidez é listeria. É uma bactéria perigosa, a qual as mulheres grávidas são especialmente suscetíveis, e que pode levar ao aborto ou natimorto. A preocupação com a contaminação por listeria é a razão para queijos não pasteurizados ficarem fora do menu para gestantes. Cerca de 20% dos casos de listeriose nos Estados Unidos ao longo dos últimos 15 anos foram causados por queijo fresco de leite não pasteurizado. É interessante notar, no entanto, que isto é sobre queijo não pasteurizado. Portanto, sinta-se livre para desfrutar de alguns Brie – apenas certifique-se que o leite é pasteurizado.

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