sexta-feira, 7 de junho de 2013

Carcaça de “monstro marinho” é encontrada na Nova Zelândia



Na última semana, uma carcaça misteriosa foi encontrada por um grupo de pessoas viajando pela praia da Baía de Plenty, na praia de Pukehina. Medindo cerca de 9 metros, com dentes enormes e nadadeiras rudimentares, o estranho achado logo incendiou a imaginação de todo mundo, e assim que um vídeo do animal foi postado no YouTube, choveram teorias sobre criaturas pré-históricas e monstros marinhos, como moreias e crocodilos de água salgada.

Algumas fotos e vídeo foram enviadas para o Departamento de Preservação da Nova Zelândia e o Aquário Kelly Tarlton para identificação. O especialista em vida marinha Anton van Helden, consultado por um canal de TV local, rejeitou hipóteses malucas, apontando que provavelmente trata-se uma orca.

Segundo van Helden, a estrutura da barbatana do animal encontrado é semelhante à de uma orca, e elas são comuns próximas à Fiji e à Baía de Plenty. Novas análises estão sendo conduzidas para confirmar a identificação da estranha carcaça.


A ciência dos monstros marinhos

Tem sido documentado nos últimos séculos o encalhamento na praia de massas de carne saindo do mar, em todo o mundo. Apelidadas de “blobsters” (ou apenas “blobs”), estas enormes carcaças geralmente estão tão decompostas que não há material suficiente para fazer uma identificação, e acabam sendo tomadas como evidências de monstros marinhos ou mesmo dinossauros.

Em 1896, ondas gigantes arremessaram uma carcaça na Baía de St. Augustine, Flórida (EUA). A massa borrachosa de 1,8 metros foi examinada por um naturalista local, que afirmou tratar-se provavelmente de um polvo gigante, muito maior que qualquer outro polvo já visto. Muitos outros blobs foram encontrados, incluindo um “blob chileno“, alguns blobs das Bermudas, e outro em Newfoundland, em 2001.

A controvérsia sobre estes monstros seguiu até 2004, quando uma equipe de biólogos lideradas por Sidney Pierce examinou todo o material disponível dos blobsters usando microscópios de varredura e análise bioquímica, molecular e de DNA. A conclusão foi que os estranhos exemplares eram de várias espécies de grandes baleias.

Apesar da identidade destas misteriosas carcaças ser conhecida, os amantes de mistérios marinhos não precisam se preocupar: os oceanos ainda não foram totalmente explorados, e é certo que o mar ainda não revelou todos seus segredos.






Fonte: http://hypescience.com/

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