sábado, 20 de abril de 2013

RADIOATIVIDADE EM 774 D.C.

Alguma coisa grande aconteceu no ano de 774 DC. Os cientistas que estudam os anéis das árvores encontraram um aumento acentuado na quantidade de carbono radioativo.

                              

As árvores mais antigas, ao redor de todo o mundo guardaram em seus anéis etários a memória química desse misterioso evento. Essas árvores contam parte de uma mesma história. Todas elas possuem os núcleos de seus troncos, camadas de época (mais de 1 300 anos atrás) saturadas por altos níveis de carbono radioativo.

A evidência torna-se mais significativa considerando que, na Antártida, onde os núcleos de gelo também são como um diagrama cronológico que armazena a memória bioquímica de eras passadas, as camadas correspondentes 774 d.C., também apresentam um teor anormalmente alto de isótopo de berilo.

                               

Nenhum fenômeno semelhante foi encontrado no planeta antes ou depois daquele ano, quando todo o globo foi intensamente banhado em raios gama cuja fonte é um mistério para os cientistas.


Os Raios Gama

A radiação Gama é uma dos mais poderosos e (danosos para o homem) entre os tipos de radiação que resultam de reações explosivas nucleares.

A alta frequência do raios Gama causam danos às células, queimaduras e diferentes processos de adoecimento em todos os organismos vivos. É uma radiação mortal com potencial para matar suas vítimas em virtude de curta exposição. No espaço cósmico a radiação Gama é comum, o que torna necessário que trajes e naves espaciais tenham várias camadas de material protetor.

Na Terra, o meio ambiente e os seres vivos não sofrem com a radiação porque essas energias são absorvidas naturalmente pela atmosfera. Seria necessária a incidência de uma intensa e continuada superemissão de raios Gama para que isso chegasse a afetar a vida na Terra. Aparentemente, por mais estranho que pareça, isso de algum modo aconteceu! Um fenômeno cuja origem que só pode cogitada em termos astronômicos, deve ter ocorrido, necessariamente, relativamente perto da Terra.

                                          


O que causou?

Não existem muitos eventos celestes capazes de liberar tamanha intensidade de radiação na superfície da Terra. Os cientistas apontam quatro possibilidades:

1. A erupção de uma supernova nas proximidades;

2. Uma poderosa tempestade solar;

3. A formação de um buraco negro, que é uma estrela antiga e mutante, sujeita a uma condição extrema gravidade, devora a si mesma e tudo à sua volta. Tomando a forma de um cone, cuja base larga, atrai irresistivelmente corpos celestes. Estes, sugados pela força da cratera negra, são decompostos e expulsos como energia pura pela sua extremidade;

4. A colisão de duas estrelas de nêutrons.

                            

A colisão de estrelas e a formação de um buraco negro foram descartadas porque teriam que ocorrer a uma proximidade da Terra suficiente para permitir sua observação e para produzir a onda de raios gama que atingiu o planeta, em 774 d.C..

O mesmo argumento aplica-se à ideia da monstruosa tempestade solar que, no mínimo, tendo uma magnitude capaz de saturar a atmosfera terrestre com raios gama que marcaram as árvores.

Um fenômeno assim, produziria um uma série de espetaculares auroras boreais em todo o mundo, espantoso o suficiente para ser fartamente registrado nos registros históricos da época. No entanto, não existe nenhuma referência a um episódio como esse naquele período da Baixa Idade Média.



  O sinal

Até hoje os pesquisadores somente encontraram um registro, um evento astronômico em particular: a aparição de um "crucifixo ardente”, vermelho, que lampejou no céu ocidental, a oeste, em um pôr do sol do ano de 774 d.C..

A referência está na Anglo-Saxon Chronicle, um livro detalhado sobre a História anglo-Saxã. Um livro que foi preservado em inúmeras cópias e atualizado em mosteiros da Inglaterra medieval.

A possibilidade da eclosão de uma (estrela) supernova parece a mais coerente. Uma explosão desse tipo, ocorrendo nas vizinhanças do Sol, sujeita a estar encoberta por uma nuvem de poeira cósmica, não seria algo de muito chamativo e talvez não pudesse ser visto a olho nu em todos os lugares do mundo.

Nesse caso, o relato de apenas um cronista sobreviveu ao esquecimento daquele crepúsculo. A cor avermelhada e a forma cruciforme podem ter se destacado porque aqueles comprimentos de onda de luz (o espectro) não foram absorvidos pela poeira cósmica.

O quê intriga os astrofísicos - geólogos e outros cientistas - é como essa forte onda raios Gama, que marcou os anéis da madeira das árvores antigas e o gelo da Antártida poderia ter marcado, imperceptivelmente, também os homens e outros animais.

Fonte: Ab Origine

Um comentário:

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