segunda-feira, 22 de abril de 2013

Descoberta Nova "Porta Para O Inferno"

Simulacão digital de como seria o Portão de Plutão nos tempos do Império Romano

Arqueólogos italianos anunciaram que o “Portão para o Inferno” foi descoberto em ruínas no sudoeste da Turquia.

Conhecido como o Portão de Plutão, a caverna foi considerada o portal para o mundo subterrâneo na mitologia e na tradição greco-romana.

Fontes históricas indicavam que o local seria na cidade antiga frigiana de Hierapolis, agora chamada de Pamukkale, e descreviam as aberturas como sendo cheias de vapores mefíticos letais.

“Este local é repleto de um vapor tão denso que quase não se pode ver o solo.  Qualquer animal que adentrar o local morre instantaneamente“, escreveu o geógrafo grego Strabo (24 AC).

“Eu joguei pardais para dentro e eles imediatamente deram seus últimos suspiros e morreram” ele adicionou.

A descoberta, que foi anunciada este mês na conferência sobre arqueologia italiana em Istambul, na Turquia, foi feita por uma equipe liderada por Francesco D’Andria, professor de arqueologia clássica na Universidade de Salento.

D’Andria conduziu uma pesquisa arqueológica extensa em Hierapolis.  Há dois anos ele alegou ter descoberto a tumba de São Felipe.


O sítio encontrado pelos arqueólogos apresenta características muito semelhantes ao local descrito nos textos históricos. As inscrições indicam um templo dedicado a Hades (Plutão) e Perséfone (Core), senhores do mundo inferior.
De acordo com o arqueólogo, houve um tipo de organização turística no local naquela época.  Pequenos pássaros eram entregues aos peregrinos para que estes testassem os efeitos da caverna, enquanto sacerdotes alucinados sacrificavam touros para Plutão.

A cerimônia incluía a condução de animais até a caverna e depois a retirada deles, após sua morte.


“Vimos as propriedades letais da caverna durante as escavações.  Vários pássaros morreram ao tentarem ficar mais próximos da abertura morna, instantaneamente mortos pelos vapores de dióxido de carbono“, disse D’Andria.

Somente os eunucos da antiga deusa da fertilidade, Cybele, eram capazes de entrar no portão do inferno sem serem afetados.

De acordo com D’Andria, o local era um famoso destino para os ritos de incubação.  Peregrinos levavam as águas das piscinas próximas ao templo, dormiam próximos da caverna e recebiam visões e profecias, em um tipo de efeito de oráculo de Delfos.  De fato, os vapores vindos das profundezas do lençol freático de Hierapolis produziam alucinações.


“Esta descoberta é excepcional, pois ela confirma e clarifica as informações que temos das fontes literárias e históricas antigas“, disse Alister Filippini, um pesquisador da história romana, nas Universidades de Palermo na Itália e Colônia, na Alemanha.

Totalmente funcional até o Século IV e ocasionalmente visitada durante os seguintes dois séculos, o local representou “um importante destino de peregrinação para os últimos intelectuais pagãos da antiguidade”, disse Filippini.

D’Andria e sua equipe estão agora trabalhando na reconstrução digital do local.

Um comentário:

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